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Publicado em 27 de outubro de 2022

Bursite no quadril: patologia atinge 15% das mulheres em qualquer idade

A doença acomete mais mulheres que homens e pode ser causada por vários fatores

Apesar de o nome ser bem diferente, bursite trocantérica ou do quadril, essa patologia pode afetar 15% das mulheres e 8,5% dos homens adultos em qualquer idade, levando às dores incapacitantes na região do quadril.

Uma inflamação da bursa, tecido sinovial localizado na porção lateral do quadril, que causa dor na face lateral da coxa, muitas vezes com irradiação para a nádega e o joelho. Frequente em esportistas, principalmente entre mulheres entre 35 a 60 anos. O esporte mais ligado à lesão é, disparadamente, a corrida de rua.

Segundo o Dr. Marcelo Queiroz, membro titular da Sociedade Brasileira do Quadril, a doença está ligada aos esforços repetitivos impostos por alguns esportes, como, por exemplo, a corrida e o ciclismo.“Além dos esforços repetitivos, há outros fatores ligados à bursite trocantérica, a escoliose, o comprimento desigual de uma das pernas, músculos enfraquecidos, artrite reumatoide e depósitos de cálcio e hiperuricemia também são fatores de risco, assim como traumas ou cirurgias na região dos quadris”, afirma Queiroz.

O especialista comenta que a bursite trocantérica acomete mais as mulheres devido às alterações hormonais. “A partir da menopausa as mulheres ficam mais propensas à patologia. Embora quanto maior a idade, maior a predisposição, a doença, que pode acontecer em qualquer idade e por fatores diversos como traumas, cirurgias e até por ficar períodos prolongados na mesma posição”, explica Dr. Marcelo.

Para o diagnóstico, o médico explica que os sintomas nem sempre são conclusivos, mas os exames por imagens são importantes para o diagnóstico preciso da doença, além de identificar lesões que também podem estar associadas à bursite trocantérica, como tendinites ou lesão do tendão dos músculos glúteos médio e mínimo e a artrose coxo femoral.

“Para a identificação exata da patologia, o ortopedista poderá solicitar radiografias, ecografia (ultrassonografia), ressonância magnética e traçar o melhor tratamento para a rápida recuperação e diminuição das dores.” esclarece Queiroz.

Já o tratamento, segundo o médico, os pacientes podem se beneficiar com o tratamento fisioterápico após diagnosticadas com bursite trocantérica do quadril, onde o trabalho de melhoria de força, flexibilidade de rotadores do quadril, treino de coordenação motora e reeducação da postura global aliviam sintomas e previnem a recidiva. “A cirurgia para o tratamento da bursite trocantérica é extremamente rara. Quando indicada, é realizada a retirada de bursa, ou qualquer abaulamento e espícula óssea que pode ter causado a doença.”, conclui o médico.

O tratamento, seguido corretamente, pode garantir o sucesso e a rápida recuperação do paciente, mas é sempre bom lembrar: sentir dor não é normal, não  ignore a sua dor, sempre procure um médico especialista.  


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