Fim da quarentena tornará necessárias mudanças na rotina dos consultórios

Não basta disponibilizar álcool gel e espaçar o horário dos clientes, para reabrir o consultório com segurança, com o relaxamento da quarentena. Vai ser preciso manter a máscara durante a consulta, dar um sumiço na cesta de revista da sala de espera e até trocar as xícaras mais finas, de porcelana e voltar a servir o café em copinho descartável.

O ‘novo normal’ dos consultórios é explicado pela infectologista Fernanda Maffei, da Santa Casa de São Paulo, que reitera o refrão da música segundo a qual ‘nada será como antes, amanhã ou depois de amanhã…’

“É preciso pensar em tudo”, diz ela, “desde perguntar se tem febre, dor de cabeça ou de garganta, quando o cliente telefona para marcar a consulta”, até reduzir o número de cadeiras na sala de espera, para garantir o distanciamento necessário. O Center for Desease Control and Prevention – CDC – de Atlanta recomenda um distanciamento de seis pés, o que corresponde a 1,90 metro. E se o cliente chega sem máscara, é preciso ter algumas de estoque, para oferecer.

Os cuidados excepcionais no consultório decorrem da facilidade de transmissão do coronavirus, “que comprovadamente pode continuar ativo por até 24 horas no papel de uma revista”, diz ela, o que leva à recomendação de que as revistas devem ser evitadas na sala de espera.

Mesmo com o distanciamento das cadeiras ou poltronas é preciso passar um pano com álcool 70% ou com água sanitária onde o paciente se sentou e, dentro do consultório, não basta trocar o lençol de papel da mesa de exame, é necessário desinfetar com álcool, antes de receber um novo cliente e, tanto quanto possível, médico e paciente devem manter a máscara colocada mesmo durante a consulta. 

Embora se fale muito em álcool gel, que nem sempre é fácil de encontrar, a infectologista lembra que a opção é o cloro, potente germicida que tem sido preferido na desinfecção dos hospitais. 

E mesmo com a desinfecção bem-feita, continua a recomendação de lavar muito bem as mãos entre o atendimento de dois clientes, evitar o compartilhamento de materiais e insistir com a recepcionista para que ofereça álcool gel no momento em que o paciente chega. 

“É preciso lembrar que ao apertar o botão do andar, no elevador e mesmo ao tocar na maçaneta para entrar no consultório, o paciente pode ter tido contato com o vírus”. O álcool gel usado logo ao chegar no consultório não protege só a recepcionista e o médico, mas principalmente a paciente, que sem lembrar que tocou objetos potencialmente contaminados, pode se infectar ao passar a mão no nariz ou coçar os olhos. 

“É preciso pensar também nos banheiros” cuja desinfecção é trabalhosa, diz a infectologista, mas esses cuidados valem a pena, garantem uma volta às atividades com segurança e eliminam o risco do vírus que, agora, todo mundo sabe o grande perigo que representa.

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