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Consenso no Tratamento das Fraturas do Colo Femoral

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ara este primeiro tema, o grupo de discussão, que se reuniu durante o Congresso Brasileiro de Quadril, no Rio de Janeiro (foto) foi constituído, pelo Dr.Luiz Sérgio Marcelino Gomes (Coordenador) Jorge Penedo, Dr. Bruno Lombardi, Dr. Flavio Mattuella, Dr. Jose Carlos Afonso Ferreira, Dr. Nelson Ono, Dr. Ademir Schuroff e Dr. Manoel Diógenes. Este último ausente da foto).
               O assunto escolhido foi a fratura do colo femoral por ser uma fratura que apresenta um elevado índice de mortalidade e morbidade , pelos resultados serem extremamente dependentes de uma técnica cirúrgica precisa, pelo grande número de procedimentos que podem ser utilizados e ainda pela falta de consenso na escolha do tipo de procedimento. Pesa ainda o fato de termos conseguido muito pouco em termos de melhora da mortalidade dos pacientes nos últimos anos.
               Uma recente análise de 32590 pacientes com fratura do colo femoral tratados no Reino Unido entre 1968 e 1998, mostra uma melhora na mortalidade até 1983 e a partir daí uma estagnação neste índice, que chega a atingir 31% em pacientes idosos. Acreditamos que, entre outros fatores, a falta de uma insistência maior na padronização dos procedimentos mais adequados em situações específicas tem grande relevância neste resultado.
               Isto é tanto verdade que uma recente pesquisa multicentrica publicada na revista Injury em 2002 e que avalia o tipo de tratamento em 223 Hospitais do Reino Unido constatou uma grande variabilidade de tratamento e portanto uma falta de consenso, para fraturas estereotipadas em pacientes com situações clínicas semelhantes, não só em relação a diferentes hospitais como também entre profissionais de um mesmo hospital. Para pacientes ativos a Hemi-artroplastia bipolar foi efetuada em 41% dos hospitais, a Fixação interna em 37%, a Hemi-artroplastia unipolar em 32%, e a artroplastia total em 16% dos hospitais, sendo que as artroplastias cimentadas foram utilizadas em 74% das entidades. Para pacientes com alguma limitação funcional, a artroplastia bipolar foi o procedimento preferido em 94% dos hospitais, a hemi-artroplastia bipolar em 8 por cento e a fixação interna em 1%, sendo que as hemi-artroplastias cimentadas foram utilizadas em 46% das entidades.
               Por outro lado, um estudo de 520 pacientes portadores de fratura do colo femoral, internados em hospitais da Califórnia evidenciou que para as fraturas sem desvio a hemi-artroplastia foi utilizada em 8 % dos pacientes e a fixação interna em 92%. Para os pacientes com fraturas desviadas, a hemi-artroplastia foi utilizada em 85% e a fixação interna em 15%. Para as hemi-artroplastias 74% foram bipolares e 26% unipolares. Das artroplastias bipolares 84% foram cimentadas e das unipolares 57% foram cimentadas.

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Consenso no Tratamento da Osteonecrose da Cabeça Femoral


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ediante mais uma convocação da Coordenadoria da Página Eletrônica da SBQ, através do projeto Consensos em Cirurgia de Quadril, reuniu-se durante a Joppaq, em 23/09/2004 na cidade de Ribeirão Preto, um grupo de discussão formado pelos cirurgiões de quadril Dr. Milton V Roos, Dr. José Carlos Affonso Ferreira, Dr. Ademir Schuroff, Dr. Itiro Suzuki, Dr. Fernando Pina Cabral, Dr. Antonio Carlos Bernabé e Dr Flavio Rabe, Dr. Antero Camisa Junior, Dr Nelson Ono, Dr Nelson Franco Filho, Dr. Luiz Sérgio Marcelino Gomes (coordenador) e Dr. Sérgio Drumond.



               O propósito da Reunião deste Grupo foi o de discutir a Osteonecrose da Cabeça Femoral, que por suas características específicas reveste-se de grande importância e inúmeras controvérsias uma vez que: a) constitui uma Síndrome Progressiva e Incapacitante, b) afeta adultos jovens (4a. e 5a. décadas) e portanto em fase bastante produtiva, c) a etiopatogenia e história natural ainda não estão totalmente esclarecidas, d) a freqüência de acometimento bilateral é bastante alto variando entre 50-80%, e) o diagnóstico nas fases iniciais é freqüentemente retardado e f) o tratamento é bastante controverso.
               Nesta reunião que durou aproximadamente 5 horas, nós procuramos centrar as discussões na história natural e histopatologia, com especial interesse em reunir os pontos de consenso e assim avaliar os métodos para o diagnóstico, estadiamento e tratamento da Osteonecrose da Cabeça Femoral, à luz não somente das recomendações de literatura, mas principalmente por considerar e fazer a integração das opiniões e experiências pessoais de profissionais que rotineiramente se dedicam ao estudo e tratamento desta afecção.
               Como não poderia deixar de ser, durante a apresentação do algoritmo que ocorreu no dia da especialidade do Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia em Vitória-ES, novas e calorosas discussões se sucederam e, desta forma um consenso ainda não pode ser estabelecido. Contudo apresentamos aqui a proposta do grupo, para que possa ser avaliada, discutida e criticada pelos colegas. Aguardamos também sugestões que estarão sendo apresentadas on line e discutidas pela coordenadoria da página eletrônica mediante contato com o grupo responsável pelo algoritmo.


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